Literatura
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Harry Potter e o Príncipe Meio-Sangue
J.K. Rowling, 2005
Desde os tempos em
que Joanne Rowling era uma anónima professora de inglês do Porto, que
fantasiava com as aventuras de um menino feiticeiro, até se ter tornado
uma das mulheres mais famosas do mundo (e mais rica que a raínha de
Inglaterra) passaram alguns anos. Embora possam haver opiniões
contrárias, não me parece que o sucesso tenha desvirtuado os seus
livros. J.K. Rowling continua igual a si mesma, demora
o tempo que precisa para escrever e continua a conseguir que
acreditemos todos na existência de Hogwarts, Harry Potter, Dumbledore,
etc...
Para além de todas as
teorias sociológicas que tentam explicar o sucesso dos seus livros,
como a de que a necessidade de estórias fantásticas e mágicas é um
escape a uma realidade monótona e deprimente, o facto é que, um pouco
por toda a parte, grandes e pequenos, anseiam pelas aventuras do jovem
feiticeiro. J.K. Rowling criou um mundo à parte, um mundo mágico regido
por regras diferentes das do nosso, com tudo o que tem direito, desde o
Quidditch (desporto dos feiticeiros) até aos hipógrifos (espécie de
criatura mágica).
Harry Potter e o Príncipe Meio-Sangue,
o sexto livro e penúltimo da saga, é antes de mais, um desbravar
caminho para o clímax – o combate final entre Harry Potter e Lord
Voldmort. A comunidade mágica está em alvoroço, os crimes e os
desaparecimentos sucedem-se, já ninguém consegue parar Voldmort e o seu
exército de Devoradores da Morte, entretanto cada vez maior.
Neste sexto volume, o
leitor desvenda muitos dos mistérios dos livros anteriores, como o
processo de transformação do belo Tom Riddle no terrível Lord Voldmort,
o Senhor das Trevas. Além disso, Harry e os seus amigos já têm
dezasseis anos e vão ter de conciliar as suas capacidades mágicas com
as vidas de típicos adolescentes, nos seus desencontros amorosos e na
luta por uma identidade própria.
Entretanto, a febre
das aventuras de Harry Potter chegou desde os lençóis de cama até aos
estúdios da Warner, estando para breve a estreia do quarto filme, Harry
Potter e o Cálice de Fogo.
P.S.: Não recomendado a Muggles cinzentos.
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