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É inegável que Inês Pedrosa se impõe cada vez mais como um vulto entre os autores de língua portuguesa.
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 Literatura  | Romance

Fazes-me Falta

 Inês Pedrosa, 2002

 

 

Há pessoas que têm a capacidade de passar para o papel todos os pensamentos e sentimentos que bóiam algures dentro de nós - conseguem exprimi-los e identificá-los, mesmo quando ainda nem sabemos que eles existem, até os vermos exibidos despudoradamente nas páginas de um livro.


É isso que acontece ao ler os livros de Inês Pedrosa. Fazes-me Falta é um romance que roça o limiar da poesia, um altar erigido ao culto da amizade e do amor, no qual duas vozes se intercalam: a primeira pertence a uma pessoa que acabou de morrer, embora não consiga encontrar o eterno descanso por continuar demasiado ligada à vida e às pessoas que deixou. É uma alma que vagueia, perdida nos momentos e nas curvas do tempo, que revê e relativiza as urgências terrenas com a infinitude da eternidade.


A segunda voz sai da garganta de alguém que sofreu a perda de uma pessoa muito próxima, um complemento de si mesmo, um anexo da sua alma. Esta voz viaja nas dores das ausências, dos silêncios, nas interrogações acerca dessa coisa suja e egoísta que é a morte, essa promessa inquebrável que nos fazem à nascença, essa bruxa maldosa que não respeita nem amores, nem ambições... Nem sequer segue qualquer ordem lógica ou critério. Às vezes faz-se anunciar, outras vem de repente, para que o sofrimento se dilua na surpresa.


Não estão neste livro as respostas às mais variadas questões metafísicas que nos possam ocorrer sobre a vida e a morte. Mas conduz à reflexão: amamos as pessoas como devemos enquanto podemos? Isto é irreparável, se nos apercebermos que não tarde demais.

Aclamado pela crítica, esta obra foi considerada o melhor romance de Inês Pedrosa. As opiniões são subjectivas, mas é inegável que Inês Pedrosa se impõe cada vez mais como um vulto entre os autores de língua portuguesa.


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Comentários

Raquel
18-08-2008
É PENA VER COMENTÁRIOS TÃO TRISTES DE ALGUMAS PESSOAS. MAS NATURALMENTE A CULTURA NÃO CHEGA A TODO O LADO E É DEMASIADAMENTE ELITISTA.
INÊS ESTOU A GOSTAR IMENSO. CONTINUE
marta
22-11-2007
este livro esá optimo...aconselho a td gente ler pk é lindo....
e so pena k as personagens principais n tenham nome...pois so s sb k o homem a trata por sininhos

adorei continuo....
marta
22-11-2007
este livro esá optimo...aconselho a td gente ler pk é lindo....
e so pena k as personagens principais n tenham nome...pois so s sb k o homem a trata por sininhos

adorei continuo....
Rodrigo Santos
14-09-2007
Só não entende o conteudo deste livro quem nunca amou ninguém ou se sentiu amado, perdendo essa pessoa de seguida. Todos somos fortes se não temos sentimentos e vivemos rodeados de bens materiais. Só consigo ter pena dessas pessoas porque nunca serão felizes...
Kátia
25-06-2007
Sem duvida este livro é genial! É uma liçao de vida; quantas vezes na nossa vida, tal como no livro, somemte damos o devido falar as pessoas qd elas ja partiram..
parabens!!
Karla
27-03-2007
Sem duvida, um dos melhores livros que ja li!Uma obra que explica perfeitamente a morte....Nao sei como conseguiu!
Maria
07-02-2007
amo cada palavra, vivo cada palavra, porque sou cada palavra
Carolina
23-08-2006
Sou uma miúda de 13 anos, e como todos os adultos acham "sou uma criança sem poder de opinião". Neste momento estou a ler o livro "fazes-me falta". Desde cedo comecei a ler livros demasiados intelectuais para a idade que tenho. O meu maior sonho é poder ser escritora, e quando leio o q tu escreves (atrevo-me a tratar-te por tu) a vontade de escrever nota-se até na pele.
Dizes neste livro, que quem escreve tenta desesperadamente colocar o seu sofrimento na personagem, e se escrever é isso, eu preciso de ser uma escritora, nem que de "meia-tigela". Para poder viver.

Sabes, continua escrever, porque eu perco-me nessas tuas palavras que quase são minhas.
lichado
13-07-2006
Li e...já repararam estou no "inferno"!
Ferro
09-07-2006
Olá Silvinho Mendes??? dá-me lá o teu phone...só para falarmos da tua coragem e da minha cobardia....
Susana
09-07-2006
Ó sílvio....mas que nome o teu...esse é que não faz mesmo falta...deves ser um Kromo socrático dependente, tal como essa pseudo-escritora.
Sílvio Mendes
09-07-2006
Mesmo que não tivesse ela o tamanho talento que apresenta, faria sempre mais falta que um/a observador/a que finge ser três (ou três que fingem ser um) incapaz de construir uma ideia. Quem não faz falta em espaço nenhum, seja ele qual for, é essa cobardia. Voltem sempre, meu/minha senhor/a.
xuxa
08-07-2006
A tua escrita é péssima. Pareces a floribella . "Não tenho, tenho nada". Quando leio as tuas baforadas de atrasada mental, vou a correr "xutar-me".
Manel
08-07-2006
Quais próximos...vais para Londres, pode ser que tenhas um encontro com Jack the Ripper e sejas "despachada".
xana
08-07-2006
Não fazes nenhuma falta à cultura portuguesa...vai dar uma volta
antónio larguesa
08-08-2005
completa a leitura de férias.. muito bem! venham os próximos ;)

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