Cinema
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Moulin Rouge!
Baz Luhrmann, 2001
Nota Prévia: Neste artigo não há lugar a imparcialidades. A autora afirma-se clara, óbvia e assumidamente uma apaixonada pelo Moulin Rouge!. Qualquer exagero ou tendencionalismo não são pura coincidência.
Agora sim, posso continuar. O mundo divide-se em dois hemisférios. Sem nenhum tipo de desmerecimento para J.R.R. Tolkien, não é entre aqueles que leram O Senhor dos Anéis e os que ainda não pisaram a Terra Média.
Os hemisférios de que falo são dois: o daqueles que viram (viveram) o Moulin Rouge! e o daqueles que ainda não tiveram essa felicidade. No primeiro hemisfério existe uma ilha onde habitam aqueles que viram o filme mais que muitas vezes, ouvem a banda sonora regularmente e sabem os diálogos de trás para a frente (e salteados). É lá que eu estou. O Moulin Rouge! é o rasgo de genialidade do realizador Baz Luhrmann; é como se Romeu e Julieta tivesse sido um ensaio para a obra final que é o Moulin Rouge!.
Nicole Kidman aparece como nunca havia sido filmada: uma Fénix renascida das cinzas. Soberba, divinal, absolutamente maravilhosa como Satine, o sparkling diamond do Moulin Rouge!.
Christian (Ewan McGregor) é um jovem escritor que pretende redigir o maior espectáculo boémio de todos os tempos; crê realmente nos ideais boémios («Truth, Beauty, Freedom and Love»). Encontra em Satine a sua musa inspiradora, a perfeita protagonista para o seu espectáculo e, como não poderia ser de outra forma, apaixona-se por ela perdidamente. Os dois vão viver a sua paixão, mesmo enfrentando a condição de Satine. E o Conde que a deseja e vive louco de ciúme. E Harold, o director do Moulin Rouge. E o mais terrível de todos os adversários. Porque: «We could be heros, just for one day.»
O filme é um devaneio musical pós-moderno, um hino à cor e à música. As referências vão desde Nirvana a Madonna, de Whitney Houston a Kiss, do tango ao can-can. A banda sonora está a cargo de nomes como David Bowie, Bono, Fatboy Slim, Beck, Rufus Wainright ou Massive Attack. Nicole Kidman e Ewan McGregor cantam mesmo durante a maior parte do filme.
E eu teria muito mais para dizer, que condicionalismos de espaço e tempo não me permitem. Se ainda não viram, isso é grave, muito grave.
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