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Um hino à cor e à música.
Do mesmo artista
apontador Australia, 2008

 
   
 Cinema  |

Moulin Rouge!

 Baz Luhrmann, 2001

 

 

Nota Prévia: Neste artigo não há lugar a imparcialidades. A autora afirma-se clara, óbvia e assumidamente uma apaixonada pelo Moulin Rouge!. Qualquer exagero ou tendencionalismo não são pura coincidência.

Agora sim, posso continuar.
O mundo divide-se em dois hemisférios. Sem nenhum tipo de desmerecimento para J.R.R. Tolkien, não é entre aqueles que leram O Senhor dos Anéis e os que ainda não pisaram a Terra Média.


Os hemisférios de que falo são dois: o daqueles que viram (viveram) o Moulin Rouge! e o daqueles que ainda não tiveram essa felicidade. No primeiro hemisfério existe uma ilha onde habitam aqueles que viram o filme mais que muitas vezes, ouvem a banda sonora regularmente e sabem os diálogos de trás para a frente (e salteados). É lá que eu estou.
O Moulin Rouge! é o rasgo de genialidade do realizador Baz Luhrmann; é como se Romeu e Julieta tivesse sido um ensaio para a obra final que é o Moulin Rouge!.

Nicole Kidman aparece como nunca havia sido filmada: uma Fénix renascida das cinzas. Soberba, divinal, absolutamente maravilhosa como Satine, o sparkling diamond do Moulin Rouge!.


Christian (Ewan McGregor) é um jovem escritor que pretende redigir o maior espectáculo boémio de todos os tempos; crê realmente nos ideais boémios («Truth, Beauty, Freedom and Love»). Encontra em Satine a sua musa inspiradora, a perfeita protagonista para o seu espectáculo e, como não poderia ser de outra forma, apaixona-se por ela perdidamente. Os dois vão viver a sua paixão, mesmo enfrentando a condição de Satine. E o Conde que a deseja e vive louco de ciúme. E Harold, o director do Moulin Rouge. E o mais terrível de todos os adversários.
Porque: «We could be heros, just for one day.»

O filme é um devaneio musical pós-moderno, um hino à cor e à música. As referências vão desde Nirvana a Madonna, de Whitney Houston a Kiss, do tango ao can-can. A banda sonora está a cargo de nomes como David Bowie, Bono, Fatboy Slim, Beck, Rufus Wainright ou Massive Attack. Nicole Kidman e Ewan McGregor cantam mesmo durante a maior parte do filme.


E eu teria muito mais para dizer, que condicionalismos de espaço e tempo não me permitem. Se ainda não viram, isso é grave, muito grave.


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Comentários

Marisa Brás
23-05-2007
De todos os filmes que vi até hoje nunca senti uma atmosfera tão viva e tão colorida como no fantástico "Moulin Rouge". ao ver o filme conseguimos sentir a vibração, a energia, a cor, o ritmo frenético tão caracteristico do filme. e ao mesmo tempo sentimos o amor, a liberdade, o espirito boémio, ao som de uma variadissima banda sonora, cuidadosamente escolhida. para aqueles que classificam os musicais de "seca" vejam este maravilhoso filme e com certeza mudarão de opinião.
Carlos Moreira
26-03-2005
Um filme rico. Rico em sentimentos, rico em gargalhadas. Rico em tudo. O músical para quem não gosta de musicais. Pelas palavras da minha colega: "um hino à cor e à música".

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