Cinema
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The Spirit
Frank Miller, 2008
No rescaldo da estreia de vários filmes de super-heróis,
chega aos ecrãs portugueses esta semana The Spirit, com a realização a cargo de
um dos mestres do universo dos comics – Frank Miller realizou e adaptou o
argumento, baseado no livro de Will Eisner, sobre um herói cujo super poder é uma
rápida regeneração e aparente imortalidade.
Depois de morrer alvejado, o polícia Denny Colt (Gabriel Macht)
inexplicavelmente ressuscita, ficando num limbo entre a vida e a morte, sem ele
próprio saber exactamente que género de ser é. Isto vai dar-lhe grande jeito
para combater o crime, coisa que já fazia na «vida anterior», mas agora com
menos fragilidades. Resumindo, por muita pancada que leve,
Spirit (a identidade que entretanto adopta para se resguardar a si e aos que
lhe estão próximos) acaba sempre por se recompor rapidamente.
Quem partilha
dessa sua especificidade, é o seu arqui-inimigo, Octopus (Samuel L. Jackson).
Há uma ligação estranha entre eles que Spirit não sabe qual é. Apesar do herói ser um pinga-amor, que espalha charme para
cima de todas as mulheres com que se cruza – o que em mais do que um momento,
lhe salva a vida – a sua verdadeira paixão é mesmo Central City.
As personagens femininas são ultra-sexys. Aliás,
a galeria de estrelas femininas é realmente impressionante: Sand Saref (Eva
Mendes) é o amor de infância, que, após um acontecimento trágico, foge de
Central City e começa a sua senda por diamantes, – que, como é previsível,
acabará por a conduzir inevitavelmente de volta à cidade. Silken Floss (Scarlett
Johansson) é a assistente do vilão, encarnando todo o imaginário
sexual, variando entre o fetiche da enfermeira e o da secretária.
Ellen (Sarah
Paulson) é a médica que faz horas extra só para estar preparada para a
eventualidade de Spirit dar entrada nas Urgências e Paz Veja é Plaster of Paris, a mais estranha
de todas as mulheres, segundo as palavras de Spirit. Finalmente, está a omnipresente Lorelei, o anjo da morte, que como não poderia deixar
de ser é incrivelmente atraente. Como se constata facilmente, há aqui heroínas para todos os gostos.
Com uma estética muito semelhante a Sin City (o filme de 2005
de Robert Rodriguez, adaptação do livro homónimo de Frank Miller), este The
Spirit usa e abusa do preto, branco, vermelho e da aplicação de filtros por
cima das personagens. Algumas das cenas foram filmadas com uma nova câmara
digital chamada O Fantasma, que é capaz de registar mais de mil frames por
segundo.
No todo, o filme vale pela estética interessante, extraordinariamente
próxima da banda desenhada, e pela qualidade gráfica, já que o enredo é bastante previsível e nem um elenco cheio de estrelas nos consegue
fazer esquecer isso.
Sítio Oficial | IMDb
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