22.11.2009 | Arte & Design | Moda
«Hoje o peso da imagem é muito elevado. Amanhã, quem sabe?»
Maria Guedes começou como publicitária, mas a paixão pela moda levou-a a Nova Iorque, onde trabalhou com nomes conceituados. Voltou a Portugal com a missão de ajudar as portuguesas a terem mais estilo.
Tanta Roupa e Nada para Vestir foi lançado este mês pela Ideias de Ler. A proposta é ser um manual simples, com dicas para reorganizar o guarda-roupa e evitar que as mulheres portuguesas caiam na tentação de comprarem desenfreadamente todas as tendências, mesmo aquelas que não as favorecem.
Aborda questões como a forma do corpo, cor da pele e cabelos, ambientes e gosto pessoal na construção de uma imagem que, queiramos ou não, é sempre a primeira impressão que passamos para quem nos rodeia. O RASCUNHO foi conhecer a autora do livro, Maria Guedes, que actualiza também o blogue Stylista, onde vai colocando diariamente dicas de estilo, design e ilustração.
Desenhe-nos um breve resumo do seu percurso profissional.
Tirei o curso superior de Marketing e Publicidade no IADE, uma pós-graduação em Comunicação e Imagem (também no IADE), trabalhei em agências de publicidade como gestora de projectos e em 2006 decidi mudar de rumo e seguir um sonho de infância, que era tirar o curso de Fashion Studies na Parsons de Nova Iorque.
O Stylista nasceu como plataforma para divulgar o livro ou era anterior?
O blogue nasceu no inicio de 2009, quando decidi que o modelo de site que tinha era demasiado estático. O blogue, mais do que uma plataforma para expôr o meu trabalho, é uma ferramente de expressão pessoal e de comunicar as minhas considerações sobre moda, com a mais valia da proximidade e do feedback imediato. Quando comecei o Stylista ainda nem tinha pensado em escrever o Tanta Roupa e Nada para Vestir.
Como surgiu a ideia de publicar um guia sobre estilo e moda?
Quis juntar algumas dicas e sugestões num documento que pudesse fornecer às minhas clientes e foi assim que comecei. Às tantas percebi que tinha muito material, entusiasmei-me, comecei a organizar a informação de outra forma mais esquematizada e por fim tinha em mãos o manuscrito do livro. Só nesta altura pensei: E se...?
Quais são os serviços que oferece a quem a procura?
É dificil dar uma resposta fechada a esta questão. Faço ilustração, design de moda, design de acessórios, consultoria de imagem, personal shopping, closet makeover... Trabalho como freelancer, adoro desafios e aceito sempre ideias novas nestas áreas. Os serviços mais frequentes são no entanto os chamados one-to-one, ou seja, projectos pontuais com clientes particulares.
Ser consultora de moda é uma profissão com futuro em Portugal?
Não consigo prever. Hoje em dia o peso da imagem é muito elevado (em produtos, marcas, cenários, ambientes e em nós mesmos). Amanhã... quem sabe?
Pretende afirmar-se mais como designer de moda ou como consultora?
Como consultora de imagem sem dúvida. O design de moda, a pintura e a ilustração são actividades que me dão imenso prazer, mas que só poderiam ser a minha profissão se me dedicasse a cada uma delas a 100 por cento – o que não acontece. São uma extensão do meu trabalho e formas artisticas de me expressar, quando quero quebrar a rotina.
Diga-nos o nome de dois designers portugueses de eleição para si e dois internacionais.
Gosto de Filipe Faísca e Miguel Vieira. Internacionais, Miuccia Prada (para Miu Miu) e Karl Lagerfeld (para Chanel).
O livro trouxe-lhe uma fama repentina? Nos últimos dias tem-se multiplicado em aparições na televisão, nas revistas…
Trouxe o trabalho normal de divulgá-lo e promovê-lo nos meios de comunicação social. Está a ser bastante divertido!
Quais são os básicos e as peças tendência que não podem faltar mesmo num guarda-roupa feminino este Inverno?
Calças skinny (básico), casacão em pêlo (tendência), sabrinas rasas (básico), botas de cano muito alto (tendência), camisa branca (básica), blazer com chumaços (tendência), calças de corte a direito (básico) e cinturas subidas (tendência).
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